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maio

Cannes 2025: ‘Partir Un Jour’ Abre o Festival com Musical Previsível e Sem Brilho

Análise de 'Partir Un Jour': Musical de Amélie Bonnin em Cannes 2025

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Desde a cena inicial de 'Partir Un Jour', percebe-se o tom do filme que abriu o Festival de Cannes 2025. A história segue Cécile (Juliette Armanet), uma chef em ascensão em Paris, que é interrompida por uma crise familiar que a leva de volta às suas raízes no campo. Este retorno é marcado por clichês familiares: a redescoberta de si mesma, um romance reacendido e conflitos familiares previsíveis.

Amélie Bonnin, a diretora, optou por transformar a obra em um musical, na esperança de adicionar uma camada extra de emoção à trama. No entanto, as músicas, que variam de performances extravagantes a inserções mais sutis, sofrem com letras clichês e melodias esquecíveis. Apesar de momentos de humor bem inseridos, o filme não consegue se desvencilhar de seu roteiro previsível e falta de profundidade emocional.

O clímax do filme, marcado pela performance da música título por Cécile, é bem executado, mas não o suficiente para compensar a jornada tediosa que o precede. 'Partir Un Jour' tenta, mas não consegue entregar uma experiência cinematográfica memorável, ficando aquém das expectativas para um filme de abertura de Cannes.


Fontes e Referências

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