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Beating Hearts: Uma Jornada Visual que Oscila entre Romance e Thriller

Beating Hearts: A Nova Odisseia de Gilles Lellouche

O cinema francês ganha mais uma obra intrigante com Beating Hearts, dirigido por Gilles Lellouche, conhecido por seu trabalho em 'Não Conte à Ninguém'. Lançado no Festival de Cannes 2024, o filme foge dos rumores de ser um musical, mas utiliza elementos melódicos e movimentos dinâmicos de câmera para prender o espectador por quase três horas.

Uma Dança de Emoções

Beating Hearts se destaca por um estilo visual que transforma conversas em danças e brigas em coreografias. Com o apoio do diretor de fotografia Laurent Tangy e do montador Simon Jacquet, o filme aposta no formalismo para contar uma história de amor e ambição em um universo esteticamente utópico. Esta abordagem lembra filmes como Moulin Rouge! de Baz Luhrmann e Amèlie Poulain de Jean-Pierre Jeunet.

O Conflito de Gêneros

Adaptado do livro de Neville Thompson, o roteiro coescrito por Lellouche e Audrey Diwan mescla romance, thriller e crítica social, mas acaba tropeçando na complexidade de unir esses elementos. Os protagonistas, interpretados por Adèle Exarchopoulos e François Civil, enfrentam dificuldades para conectar suas histórias de amor juvenil, retratadas de forma vívida por Mallory Wanecque e Malik Frikah.

Conclusão

Embora Beating Hearts abrace uma estética ousada, falha em criar conexões emocionais profundas entre seus personagens e gêneros. O filme poderia ter se beneficiado de uma abordagem mais singela, focando no coração do que realmente deseja transmitir.

Elenco: Adèle Exarchopoulos, Alain Chabat, François Civil, Benoît Poelvoorde

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